Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro

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Protocolos

Este espaço destina-se à divulgação de protocolos adotados por diversos Serviços de Neurocirurgia do Rio de Janeiro. Embora sejam, em sua grande maioria, avalizados pela SNCRJ, podem ser discutidos e criticados.


PROTOCOLO PARA DERIVAÇÕES VENTRICULARES

Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ


PRÉ-OPERATÓRIO:

1)- 03 xampús de PVPI degermante, sendo dois na véspera e o último imediatamente antes da cirurgia

2)-Tricotomia de couro cabeludo não é necessária. Caso se opte pela mesma, deverá ser realizada com máquina apropriada ("Clipper" ) imediatamente antes da entrada na S.O. A raspagem do couro cabeludo com lâmina não é aconselhável.

3)- Embrocação com PVPI tópico

4)- Gorro

5)- Antibioticoprofilaxia (Oxacilina 200 mg/kg) por ocasião da indução anestésica

6)- Material aberto após paciente pronto

7)- Pessoal em campo : Cirurgião e assistente. Dispensa-se instrumentadora.

8)- Uma única circulante

9)- Restringir entrada e saída de pessoal da S.O.

10)- Preferências: Prioridade para pacientes mais jovens e virgens de tratamento.

Primeiras cirurgias do programa.


TRANS-OPERATÓRIO:

1)- Incisões pequenas.

2)- Incisão cefálica parieto-occipital ( Em casos excepcionais poderá ser utilizada incisão frontal)

3)- Incisão abdominal horizontal, paraumbelical.

4)- Irrigar ferida com sol. de PVPI tópico diluída em soro.

5)- Lavar sistema com solução de Gentamicina diluída em S.F.

6)- Evitar coagulação de pele.

7)- Hemostasia rigorosa.


PÓS-OPERATÓRIO :

1)-Evitar pressões sobre local operado

2)-Cabeceira a 0º nas primeiras 24-48 h.

3)- Antibióticos até completar 24 h

4)- Primeiro curativo no dia seguinte à operação

5)- Curativos posteriores a cada 48 h., exceto em caso de secreções ou sangramentos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Choux M et al. : Shunt implantation : Reducing the incidence of shunt infections.

J Neurosurg 77:875, 1992

Haines SJ : Antibiotic prophylaxis in neurosurgery. The controled trials.

Neurosurg Clin N Am 3:355, 1992

Venes JL : Contro of shunt infection. Report of 150 consecutive cases.

J Neurosurg 45: 311-314, 1976

Escalas

ESCALA DE HUNT & HESS PARA ANEURISMAS INTRACRANIANOS


Grau Condições mínimas
0 Não Roto
I Assintomático ou mínima cefaléia, rigidez de nuca
II Cefaléia moderada a severa, rigidez de nuca, ausência de déficit neurológico, exceto nervos cranianos
III Sonolência, confusão, déficit focal moderado
IV Torpor, hemiparesia moderada a severa, rigidez de descerebração em fase precoce, distúrbios vegetativos
V Coma profundo, rigidez de descerbração, aparência de moribundo

Adicionar 1 grau para vasospasmo ou doença sistêmica

Hunt WE, Hess RM:Surgical risks aas related to time of intervention in the repair of intracranial aneurysms. J Neurosurg 28:14-20, 1968


ESCALA DA WFNS PARA HEMORRAGIA SUBARACNOÍDEA


Grau WFNS Escala de Glasgow Déficit motor *
0** -- --
1 15 ausente
2 13-14 ausente
3 13-14 ausente
4 7-12 presente ou ausente
5 3-6 presente ou ausente

* Afasia e/ou hemiparesia ou hemiplegia

** Aneurisma não roto

Drake CG: Report of WFNS Committee on a universal subarachnoid hemorrhage grading scale. J Neurosurg 68:985-986, 1988


ESCALA DE FISCHER PARA VASOSPASMO


Grupo Sangue na TC
1 Ausência de sangue
2 Difuso ou em camadas verticais com espessura inferior ou igual a 1 mm
3 Coagulo localizado e/ou camada vertical igual ou maior que 1 mm
4 Coágulo intracerebral ou intraventricular com HSA difusa ou não

Fischer CM, Kistler JP, Davis JM: Relation of cerebral vasospasm to subarachnoid hemorrhage visualized by CT sscanning.

Neurosurgery 6:1-9, 1980


CLASSIFICAÇÃO DAS MALFORMAÇÕES ARTERIO-VENOSAS (Spetzler & Martin)


Características da gradação   Pontos
Tamanho Pequeno (< 3cm) 1
  Médio (3-6 cm) 2
  Grande (> 6 cm) 3
Eloqüência da área cerebral adjacente Não eloqüente 0
  Eloqüente 1
Drenagem venosa Apenas superficial 0
  Profunda 1

ESCALA DE KARNOFSKY


Graduação Significado
100 Normal; ausência de queixas, sem evidências de doença
90 Capaz de realizar atividades normais; sintomas mínimos
80 Atividade normal com esforço; alguns sintomas
70 Não requer assistência para cuidados pessoais; incapaz de realizar atividades normais
60 Requer assistência ocasional; necessita de cuidados a maior parte do tempo
50 Requer considerável assistência e freqüentes cuidados
40 Incapacitado; requer cuidados especiais e assistência
30 Severamente incapacitado, hospitalizado, morte não iminente
20 Muito doente, cuidados de suporte ativo necessários
10 Moribundo; processo fatal progredindo rapidamente

ESCALA DE GRADAÇÃO DE LESÃO MEDULAR (FRANKEL)


Grau Definição
A - Perda completa das funções motora e sensitiva
B Incompleta – apenas sensibilidade preservada
C Incompleta - motricidade presente (não funcional)
D Incompleta - motricidade presente (funcional)
E - Retorno completo das funções motora e sensitiva. Pode haver anormalidades de reflexos

SISTEMA DE GRADAÇÃO DE PAPILE PARA AS HEMORRAGIAS SUBEPENDIMÁRIAS

(MATRIZ GERMINATIVA)


Grau Descrição
I - Apenas hemorragia subependimária (matriz germinativa)
II - Hemorragia Intraventricular (HIV) sem dilatação ventricular
III - HIV com dilatação ventricular
IV - HIV com hemorragia intraparenquimatosa
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