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Thursday, 05/15/2008 2:23 PM

Este espaço destina-se à divulgação de protocolos adotados por diversos Serviços de Neurocirurgia do Rio de Janeiro. Embora sejam, em sua grande maioria, avalizados pela SNCRJ, podem ser discutidos e criticados.


PROTOCOLO PARA DERIVAÇÕES VENTRICULARES
Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
PRÉ-OPERATÓRIO:

1)- 03 xampús de PVPI degermante, sendo dois na véspera e o último imediatamente antes da cirurgia

2)-Tricotomia de couro cabeludo não é necessária. Caso se opte pela mesma, deverá ser realizada com máquina apropriada ("Clipper" ) imediatamente antes da entrada na S.O. A raspagem do couro cabeludo com lâmina não é aconselhável.

3)- Embrocação com PVPI tópico

4)- Gorro

5)- Antibioticoprofilaxia (Oxacilina 200 mg/kg) por ocasião da indução anestésica

6)- Material aberto após paciente pronto

7)- Pessoal em campo : Cirurgião e assistente. Dispensa-se instrumentadora.

8)- Uma única circulante

9)- Restringir entrada e saída de pessoal da S.O.

10)- Preferências: Prioridade para pacientes mais jovens e virgens de tratamento.

Primeiras cirurgias do programa.

TRANS-OPERATÓRIO:

1)- Incisões pequenas.

2)- Incisão cefálica parieto-occipital ( Em casos excepcionais poderá ser utilizada incisão frontal)

3)- Incisão abdominal horizontal, paraumbelical.

4)- Irrigar ferida com sol. de PVPI tópico diluída em soro.

5)- Lavar sistema com solução de Gentamicina diluída em S.F.

6)- Evitar coagulação de pele.

7)- Hemostasia rigorosa.

PÓS-OPERATÓRIO :

1)-Evitar pressões sobre local operado

2)-Cabeceira a 0º nas primeiras 24-48 h.

3)- Antibióticos até completar 24 h

4)- Primeiro curativo no dia seguinte à operação

5)- Curativos posteriores a cada 48 h., exceto em caso de secreções ou sangramentos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Choux M et al. : Shunt implantation : Reducing the incidence of shunt infections. 
J Neurosurg 77:875, 1992

Haines SJ : Antibiotic prophylaxis in neurosurgery. The controled trials. 
Neurosurg Clin N Am 3:355, 1992

Venes JL : Contro of shunt infection. Report of 150 consecutive cases. 
J Neurosurg 45: 311-314, 1976

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ESCALAS

ESCALA DE HUNT & HESS PARA ANEURISMAS INTRACRANIANOS

Grau
Condições mínimas
0
Não Roto
I
Assintomático ou mínima cefaléia, rigidez de nuca
II
Cefaléia moderada a severa, rigidez de nuca, ausência de déficit neurológico, exceto nervos cranianos
III
Sonolência, confusão, déficit focal moderado
IV
Torpor, hemiparesia moderada a severa, rigidez de descerebração em fase precoce, distúrbios vegetativos
V
Coma profundo, rigidez de descerbração, aparência de moribundo

Adicionar 1 grau para vasospasmo ou doença sistêmica

Hunt WE, Hess RM:Surgical risks aas related to time of intervention in the repair of intracranial aneurysms. J Neurosurg 28:14-20, 1968

 

ESCALA DA WFNS PARA HEMORRAGIA SUBARACNOÍDEA

Grau WFNS
Escala de Glasgow
Déficit motor *
0**
--
--
1
15
ausente
2
13-14
ausente
3
13-14
ausente
4
7-12
presente ou ausente
5
3-6
presente ou ausente

* Afasia e/ou hemiparesia ou hemiplegia

** Aneurisma não roto

Drake CG: Report of WFNS Committee on a universal subarachnoid hemorrhage grading scale. J Neurosurg 68:985-986, 1988

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ESCALA DE FISCHER PARA VASOSPASMO

Grupo
Sangue na TC
1
Ausência de sangue
2
Difuso ou em camadas verticais com espessura inferior ou igual a 1 mm
3
Coagulo localizado e/ou camada vertical igual ou maior que 1 mm
4
Coágulo intracerebral ou intraventricular com HSA difusa ou não

Fischer CM, Kistler JP, Davis JM: Relation of cerebral vasospasm to subarachnoid hemorrhage visualized by CT sscanning.
Neurosurgery 6:1-9, 1980

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CLASSIFICAÇÃO DAS MALFORMAÇÕES ARTERIO-VENOSAS (Spetzler & Martin)

Características da gradação
 
Pontos
Tamanho
Pequeno (< 3cm)
1
 
Médio (3-6 cm)
2
 
Grande (> 6 cm)
3
Eloqüência da área cerebral adjacente
Não eloqüente
0
 
Eloqüente
1
Drenagem venosa
Apenas superficial
0
 
Profunda
1




ESCALA DE KARNOFSKY
Graduação
Significado
100
Normal; ausência de queixas, sem evidências de doença
90
Capaz de realizar atividades normais; sintomas mínimos
80
Atividade normal com esforço; alguns sintomas
70
Não requer assistência para cuidados pessoais; incapaz de realizar atividades normais
60
Requer assistência ocasional; necessita de cuidados a maior parte do tempo
50
Requer considerável assistência e freqüentes cuidados
40
Incapacitado; requer cuidados especiais e assistência
30
Severamente incapacitado, hospitalizado, morte não iminente
20
Muito doente, cuidados de suporte ativo necessários
10
Moribundo; processo fatal progredindo rapidamente

 

 

ESCALA DE GRADAÇÃO DE LESÃO MEDULAR (FRANKEL)
Grau Definição
A - Perda completa das funções motora e sensitiva
B Incompletaapenas sensibilidade preservada
C Incompletamotricidade presente (não funcional)
D Incompletamotricidade presente (funcional)
E - Retorno completo das funções motora e sensitiva. Pode haver anormalidades de reflexos

 

 

SISTEMA DE GRADAÇÃO DE PAPILE PARA AS HEMORRAGIAS SUBEPENDIMÁRIAS
(MATRIZ GERMINATIVA )

Grau Descrição
I - Apenas hemorragia subependimária (matriz germinativa)
II - Hemorragia Intraventricular (HIV) sem dilatação ventricular
III - HIV com dilatação ventricular
IV - HIV com hemorragia intraparenquimatosa
 
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