Atuação da Terapia Ocupacional na Neurocirurgia

O objetivo da Terapia Ocupacional é dar independência e autonomia para que os pacientes consigam realizar suas atividades do cotidiano e sejam participativos e incluídos na sociedade. São exemplos de atendimentos realizados pelo terapeuta ocupacional nos pacientes neurológicos:

  • Habilitar o paciente para desempenhar satisfatoriamente suas atividades de autocuidado (ex.: higiene, manejo e administração de seus medicamentos);
  • Usar a Comunicação Alternativa e Ampliada (quando o paciente se encontra impossibilitado de falar, como por exemplo por tubo oro-traqueal, traqueostomia, tratamento oncológico, afasias), para facilitação da comunicação com a família e com a equipe multidisciplinar;
  • Treinar e adaptar as atividades da vida diária, para independência intra e extra hospitalar;
  • Fazer órteses individuais na beira do leito para evitar deformidades;
  • Promover a estimulação cognitiva para evitar quadros como delirium no Centro de Terapia Intensiva;
  • Avaliar as principais atividades do paciente pós-cirúrgico imediato para iniciar a reabilitação;
  • Estimular a mobilização precoce no leito;
  • Treinamento das AVD pontuadas em avaliação anterior à cirurgia;
  • Auxiliar no manejo da dor e da ansiedade.

No caso do paciente neurocirúrgico, ele é acompanhado no pré-operatório para avaliação motora, cognitiva e emocional e para o preparo para a cirurgia. Sua família também recebe acolhimento e orientações iniciais.

Dependendo da cirurgia, o terapeuta ocupacional poderá atuar no centro cirúrgico, como durante a estimulação cerebral profunda.

No pós-operatório, o terapeuta ocupacional reavalia a função motora, cognição e emocional do paciente e inicia um plano de tratamento ideal para melhora da qualidade de vida e autonomia.

As principais atividades realizadas neste perfil de paciente são a estimulação cognitiva (protocolo principal para TCE), estimulação sensorial (visual, auditivo, tátil, paladar, olfativo, proprioceptivo e vestibular), estimulação da coordenação visomotora, estimulação da coordenação motora fina e pinça, destreza manual, estimulação para aumento de força muscular, treinamento das atividades de vida diária para o retorno imediato de suas funções, treinamento de comunicação alternativa e ampliada, elaboração de órteses e treinamento para uso de tecnologia assistiva.

Diana Jasmim Amar Moreira
Terapeuta Ocupacional, esp. em Clínica Médica pelo HUCFF/UFRJ
e Saúde Pública – UNESA, Mestre em Cardiologia HUCFF/UFRJ